Discurso de Rami Malek no Oscar é censurado na China

Fala sobre sexualidade de Freddie Mercury foi substituída por "pessoas de um grupo especial"

João Abbade Publicado por João Abbade
Discurso de Rami Malek no Oscar é censurado na China

A TV online chinesa ‘Mango TV’ alterou e apagou referências a sexualidade de Freddie Mercury no discurso de vitória de Rami Malek no Oscar 2019. “Nós fizemos um filme sobre um cara gay, um imigrante que viveu sua vida de forma totalmente autêntica…” dizia o vencedor do troféu de Melhor Ator em seu discurso no último domingo (24). Na versão chinesa, entretanto, a tradução simultânea substituiu a referência a “um cara gay” pela frase “que fazia parte de um grupo especial”.

A imagem do momento da tradução rodou em várias redes sociais chinesas.

Essa não é a primeira vez que a Mango TV censura manifestações sobre a comunidade LGBT em transmissões ao vivo de eventos ocidentais. Ainda em 2018, a TV online embaçou a tela quando torcedores balançavam bandeiras do arco-íris no festival da canção do Eurovisão. A União Europeia de Radiodifusão — grupo de TVs do Velho Continente — não gostou do ato classificado como censura e revogou a licença da Mango para transmitir futuras edições do evento.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que licencia os direitos de transmissão do Oscar, não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o ato ou revogou os direitos de transmissão de futuras edições do Oscar.


Bohemian Rhapsody recebeu dois prêmios no Globo de Ouro 2019, quatro prêmios no Oscar 2019 e é, atualmente, a maior cinebiografia musical da história.

O elenco inclui Rami Malek (Freddie Mercury), Gwilym Lee (Brian May), Ben Hardy (Roger Taylor), Joe Mazzello (John Deacon) e  Lucy Boynton (Mary AustiEn).

O filme ainda está em cartaz — confira nossa crítica — e é possível que uma sequência seja encomendada.