Curiosity aumenta as evidências de que a água já fluiu em Marte

Quando um córrego estreito, fluindo para baixo, encontra um vale mais largo e achatado, isso se torna um leque aluvial – um lugar onde o fluxo de água se espalha, fica mais lento e deixa para trás todas as rochas e sedimentos que não está mais se movendo rápido o suficiente para acompanhar a água. […]

Alexandre Ottoni Publicado por Alexandre Ottoni
Curiosity aumenta as evidências de que a água já fluiu em Marte

Quando um córrego estreito, fluindo para baixo, encontra um vale mais largo e achatado, isso se torna um leque aluvial – um lugar onde o fluxo de água se espalha, fica mais lento e deixa para trás todas as rochas e sedimentos que não está mais se movendo rápido o suficiente para acompanhar a água. Pelo menos, é assim que funciona na Terra.

E era exatamente assim que funcionava em Marte também. A NASA anunciou que o rover Curiosity documentou geologia que se parece muito com um depósito de pedras de um leque aluvial (veja a comparação de imagens acima).

Foram identificadas pedras lisas, seixos rolados e massas de pedras coladas ao longo do tempo. As rochas fotografados pela Curiosity também são grandes demais para terem sido sopradas pelo vento até tomarem esta forma.

Que há água em Marte já sabemos, só que congelada nas calotas polares.
Esta agora se soma à lista de tantas outras evidências de que a água já fluiu sobre a superfície do planeta vermelho. E como em um planeta mais “molhado” há mais possibilidades para o desenvolvimento de vida do que em um congelado, isso é animador.

Os cientistas ainda não estimaram a idade das pedras. O próximo passo é encontrar um bom local para escavar rocha adentro, para procurar possíveis depósitos de carbono, que por sua vez, podem determinar se a água de Marte suportou vida ou não.

Via BoingBoing


Alottoni
Alottoni gostaria muito de ver confirmação da existência de qualquer tipo vida extraterrestre antes de morrer.

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