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Com ótimos gráficos, Lineage 2: Revolution quer conquistar jogadores de MMORPG no mobile

Quase 20 anos após do lançamento do primeiro título da franquia Lineage, a Netmarble aposta no mercado de games mobile para resgatar a linhagem de jogos de MMORPG. Lineage 2: Revolution continua a história de Lineage II (2003), usando o mesmo universo como base para suas missões, raides e masmorras.

O primeiro Lineage foi lançado em 1998 e fez parte da febre de MMORPGs — sigla para massive multiplayer online role-playing game, um RPG online com vários jogadores. O jogo se passava em um universo de fantasia medieval e chegou a ter mais de três milhões de assinantes em seu ápice de popularidade. Criado pela coreana NCSoft em parceira com a Netmarble Games, Lineage foi uma febre em seu país de origem e em outros lugares da Ásia, mas não conseguiu alcançar o mesmo sucesso no Ocidente. Mesmo assim, o jogo rendeu US$ 1,8 bilhão para a empresa, segundo o Kotaku. Com todo esse lucro, não é de se espantar que a NCSoft tenha expandido o universo e criado uma série de jogos.

O segundo jogo da série, Lineage II, não foi uma continuação, e sim uma prequel, contando a história de 150 anos antes dos acontecimentos de Lineage. Lançado para PCs, ele apresenta dois arcos de história chamados de “Sagas”, e uma nova expansão de conteúdo chega ao jogo a cada seis meses. Em 2011, Lineage II tornou-se gratuito.

Essa história continua sendo contada, agora com um salto de 100 anos dentro do universo criado na série, no novo título da empresa: dessa vez, em uma tela menor.

Migrando para o mobile

“Quando começamos a criar o projeto do jogo, a tecnologia para ele ainda não existia”, contou Simon Sim, presidente da Netmarble americana, durante sua visita a São Paulo, para evento de lançamento. “Nós acreditávamos que a tecnologia ia chegar, e ela chegou”. Lineage 2: Revolution foi criado na Unreal Engine 4, motor gráfico utilizado em jogos AAA como Street Fighter V, e o resultado é muito bom: os gráficos do jogo são excelentes tanto no celular quanto em telas maiores, como monitores e TVs.

O mais impressionante, porém, são os controles do jogo. Em um MMORPG, os jogadores têm que lidar com diversas situações ao mesmo tempo, e um pequeno deslize na hora de mover seu personagem pode resultar em um wipe — ou seja, quando todo mundo morre, e a luta acaba. Na versão para telas touchscreen, os controles foram simplificados, mas continuam eficazes, e o jogador também tem a opção de deixar que o jogo faça parte de seu trabalho sozinho — uma tendência em jogos mobile.

O primeiro passo é criar seu personagem, escolhendo entre algumas opções de raças, aparências e classes. O sistema de progressão é bastante similar ao de outros MMOs: o jogador completa missões para subir de nível ou pode optar pelo grind — quando você derrota monstros para ganhar EXP e subir de nível, sem a necessidade (ou os requisitos) de uma missão.

Uma elfa, um humano e um elfo negro em suas montarias

MMORPGs, em geral, demandam muito tempo e dedicação dos jogadores, o que torna a função de auto-play ainda mais atrativa para algumas pessoas que não dispõem de tanto tempo livre e que acabam jogando no transporte público ou no horário de almoço do trabalho. Adicionalmente, Lineage 2 conta com um sistema de “pontos de recesso”, que recompensam o jogador caso ele fique offline ou inativo em uma cidade.

O presidente da Netmarble afirmou que o ritmo de jogo varia de país para país e que a equipe faz o ajuste do progresso de acordo com o tempo de jogo de cada região. “Na Coreia, as pessoas jogam de quatro a seis horas por dia. Quando lançamos o jogo nos EUA, fizemos um ajuste para que a progressão continuasse similar mesmo com menos horas de jogo”, contou ele. O ajuste deu certo, e o público chegou até a surpreender a empresa: com o passar do tempo, os jogadores integraram Lineage a suas rotinas e aumentaram suas horas de jogo, chegando a quatro horas por dia.

Um grande foco do jogo são as batalhas de cerco, que colocam contra si dois grupos, cada um com 50 jogadores, no modo de Cerco à Fortaleza. O modo de Cerco ao Castelo é ainda mais ambicioso e coloca 200 jogadores simultaneamente na mesma batalha, o que pode ser um problema para quem não tem um celular tão potente assim, já que um jogo nessa escala demanda bastante do aparelho.

Apesar de ser um jogo pesado graficamente, Lineage 2: Revolution possui opções de trocar a qualidade visual do jogo para economizar bateria — ideal para aqueles momentos em que você está no ônibus e não quer que a bateria acabe em um instante. Outro ponto importante do jogo é que, por ser um MMO, ele exige conexão com a internet o tempo todo.

Abaixo você pode ver uma captura de tela do jogo — note que no canto inferior esquerdo há uma barrinha com informações de conexão, bateria, hora e experiência do personagem:

Captura de tela de Lineage 2: Revolution

O jogo é gratuito para baixar, mas conta com diversas microtransações, chegando a ter mais de cinco tipos diferentes de moedas: ouro, diamante, diamante vermelho, pontos de recesso… É possível comprar diamantes, diamantes vermelhos e topázios com dinheiro de verdade, além de alguns pacotes de itens para auxiliar na jornada. O preço não é barato: o menor pacote custa R$ 9,90 e dá 90 diamantes e dois topázios — para comprar alguns itens, são necessários 50 topázios ou mais.

Além de Lineage 2, a Netmarble anunciou que está trabalhando em um jogo de Magic: The Gathering e em um jogo cinematográfico da banda coreana BTS, ambos para celular.

Assim como Ragnarok e Maple Story, Lineage ganha uma nova vida em Lineage 2: Revolution, dando aos jogadores de MMO mais uma plataforma para curtirem seu gênero favorito sem terem que se preocupar em investirem mil horas para conseguir um pouquinho de progresso.

Lineage 2: Revolution está disponível para Android e iOS.

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