Battletoads continua difícil? Confira nossas primeiras impressões, direto da E3 2019

O game vem num excelente momento para o gênero

Jeff Kayo Publicado por Jeff Kayo
Battletoads continua difícil? Confira nossas primeiras impressões, direto da E3 2019

Rash, Pimple e Zitz estão de volta, finalmente. O novo Battletoads foi apresentado durante a conferência da Microsoft  na E3 2019 do último domingo e parece ter agradado os fãs. Obviamente que a Microsoft já o colocou à disposição para testes, e sem mais delongas, aqui estão as impressões.

O visual cartunesco parece ser uma constante quando o assunto é atualizar os grandes clássicos do beat’em up do passado. O visual 2D animado impressiona na quantidade de detalhes, mas ao mesmo tempo confunde um pouco a mente do jogador, que precisa sempre lembrar que se trata de um jogo 2D clássico sem profundidade de tela, portanto, por maiores que eles pareçam, todos os personagens e inimigos continuam funcionando como um sidescroller chapado na tela.

Ou seja, se não estivermos exatamente na mesma linha de combate, seus golpes não acertam. Isso pode parecer um pouco frustrante no começo por conta da quantidade socos no vazio que você vai acertar, mas logo nossos cérebros acostumam, alguns até voltam no passado para relembrar os clássicos da época.

Os três sapos são munidos exatamente das mesmas armas para o combate. Combos de três hits, ataques especiais (diferentes entre si, mas com a mesma função) e um ataque de língua. Rash pode ser classificado como o personagem balanceado da equipe, enquanto Pimple é o mais forte, porém mais lento, enquanto Zitz é o mais rápido, no entanto, seus golpes não causam tanto dano. Se você é acostumado com jogos do tipo, sabe que esse é o esquema básico do gênero.

O legal, é que apesar de simples, Battletoads esconde algumas peculiaridades facilmente descobertas durante a jogatina. Por exemplo, o ataque de língua traz os inimigos para perto de você. Ele também funciona para continuar seus combos arrancando os inimigos do chão, depois de nocauteados. Caso contrário, cada inimigo derrubado fica um tempo considerável fora de combate, o que derruba um pouco a velocidade do game.

O tempo de resposta do jogo pareceu um pouco demorado, como se os ataques dos personagens fossem pesados demais. Existe uma certa latência nos comandos que dificulta a vida de quem aperta demais os botões, e normalmente para jogos do gênero, metralhar o botão de soco é uma constante. Para evitar que a sua primeira impressão de Battletoads seja a de um jogo repetitivo, a recomendação é a de apertar os botões no tempo certo e aí variar os combos. É possível criar combinações bem interessantes, inclusive com combos aéreos engraçadíssimos (um dos sapos aparece com uma britadeira no ar, enquanto outro vira um tubarão… é…).

E claro que para fechar com chave de ouro esse teste tive a oportunidade de jogar o famigerado “mini game da motinho”. Se você é fã do jogo, sabe do que eu falo. Caso contrário, explico: em Battletoads, existe um desafio em que somos obrigados a pilotar uma moto que voa por uma pista recheada de obstáculos. A cada trecho concluído o mini game vai ficando mais rápido até que se torna impossível se guiar pelos olhos somente. É um negócio de doido.

E a equipe responsável pelo novo Battletoads trouxe de volta um pouco dessa agonia. Pouco porque me pareceu bem mais de boa que o original, mas não é um desafio fácil. A galera surtando enquanto jogava também foi um bom termômetro, e acho que convenceu a todos, inclusive a mim, de que estão no caminho certo.

Battletoads vem num excelente momento para o gênero, que está para receber um reboot de outra grande série de outrora, Streets of Rage. Pode vir mais, muito mais.