Assassin’s Creed Valhalla não terá missões soltas pelo mapa e promete novidade na franquia

Darby McDevitt, diretor de narrativas, fala sobre missões secundárias, escolha do protagonista e "batalhas de rap"

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
Assassin's Creed Valhalla não terá missões soltas pelo mapa e promete novidade na franquia

O anúncio de um novo Assassin’s Creed sempre deixa os jogadores com dúvidas do quanto o novo jogo será parecido com os anteriores. Mas, no caso de Assassin’s Creed Valhalla, que chega no final de 2020, os fãs da franquia podem ficar despreocupados: além do período histórico diferente, o jogo promete mais novidades.

Para entender o que vem por aí, conversamos com Darby McDevitt, diretor de narrativas do projeto, que contou como a história e o universo viking serão retratados.

Valhalla é ambientado no final do século IX e começa na Noruega, onde mora o clã viking do protagonista Eivor, até que o grupo se cansa da guerra no país e decide partir para encontrar um lugar melhor para morar — e acaba na Inglaterra.

Por isso, o jogo terá dois mapas exploráveis, mas já espere por mais territórios ingleses do que noruegueses: “O começo do jogo se passa na Noruega, mas a maior parte dele está concentrada na Inglaterra. Você pode literalmente explorar o país inteiro, incluindo todos os reinos da época”, explica McDevitt.

Darby McDevitt, diretor de narrativa de Assassin’s Creed: Valhalla

Uma das maiores mudanças em Valhalla é que não veremos missões secundárias soltas pelo mapa. Os desenvolvedores quebraram a estrutura de side quests dos jogos anteriores da franquia porque ela não fazia sentido com o contexto da expansão viking, como conta McDevitt.

Eles são vikings que estão entrando em um território hostil, então não faz sentido ter missões soltas deles ajudando outras pessoas. Em vez disso, nós criamos poucas missões opcionais que são longas, durando entre 2 e 3 horas, que você aciona no acampamento do clã de Eivor. Você começa na base, sai para fazer a missão e volta para finalizá-la.

Mas o conteúdo opcional não será apenas esse. Os coletáveis não estão ali apenas para marcar presença e haverá atividades que não ficam marcadas no mapa, que só serão encontradas com exploração — algo parecido com o que é visto em Red Dead Redemption 2.

Apesar de a história ser focada em um aspecto realista da Idade das Trevas, a mitologia nórdica será representada de maneira livre. No jogo, a mitologia é uma religião, então terá um impacto indireto no ambiente e nos personagens que acreditam nos deuses.

Por exemplo, há itens espalhados nos cenários que são “Símbolos Amaldiçoados”, pequenos objetos feitos de osso, pele e órgãos de animais que as pessoas da época criavam para tentar amaldiçoar seus inimigos. Apesar de não existir nenhum tipo de “magia” em Valhalla, esses itens vão afetar Eivor, já que ele acredita que eles funcionam. Portanto, a mitologia será representada como uma crença, afetando o psicológico dos personagens.

A escolha do gênero do protagonista

Eivor poderá ser um homem ou uma mulher, dependendo da vontade do jogador. Mas, diferente de Odyssey, essa escolha terá um peso narrativo no jogo que condiz com o histórico da franquia inteira, revela McDevitt:

Eivor é apenas um personagem. Mas há um motivo para você poder escolher entre ser homem ou mulher, que está atrelado à história e ao aspecto de ficção científica da franquia. Nós temos essa tecnologia chamada Animus, que lê as memórias genéticas de uma pessoa do passado. Então pegamos todas essas características da franquia para dar um motivo para a escolha de gênero — que o jogador só vai descobrir quando jogar.

As escolhas vão além do protagonista e são fundamentais para a construção da narrativa. Formar alianças e escolher seus aliados serão as decisões mais difíceis do game: você pode criar um laço com um reino, mas saiba que isso desagrada outro. Assim, em um piscar de olhos, terá feito um novo inimigo. Pois é, a Era Viking não era fácil!

As “Batalhas de Rap”

Um dos recursos inéditos do jogo são as “batalhas de rap”, que são disputas de flyting entre os personagens, o que era comum na época que o jogo retrata. Os anglo-saxões eram apaixonados por poesia e gostavam de brincar com as palavras, então usavam isso para insultar e até humilhar inimigos. Isso será refletido em Valhalla, e o jogador ganhará bônus especiais ao vencer um flyting, o que influenciará Eivor.

Darby McDevitt revela que Assassin’s Creed Valhalla está praticamente pronto e que a atmosfera e o mundo do jogo será seu maior diferencial. Em termos de gameplay, o título manterá o que funcionou nos anteriores, mas não terá coletáveis ou missões secundárias sem ligações com a trama principal — entregando uma experiência mais fresca para os jogadores.