Aedes aegypti: combate ao mosquito é um dever de todos

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Cesar Gaglioni Publicado por Cesar Gaglioni
Aedes aegypti: combate ao mosquito é um dever de todos

O verão está se aproximando, e com ele o aumento da presença do mosquito Aedes aegypti, responsável por milhares de casos de dengue, chikungunya e zika.

O combate ao Aedes aegypti é um dever de todos. Para essa missão, é preciso evitar o acúmulo de água em pneus, lixeiras, calhas e lajes, sacos de lixo abertos, baldes, tampinhas de garrafa, copos plásticos e lonas, além do cuidado com caixas-d’água e barris destampados e piscinas sem uso e sem cuidado.

O uso de repelentes corporais e inseticidas domésticos também ajuda no combate ao mosquito.

As medidas de combate ao mosquito trouxeram bons resultados em 2017, com uma redução nos casos registrados de dengue de 251.177, contra 1.483.623 incidências em 2016. A febre chikungunya também teve uma queda, com 185.854 casos registrados em 2017, contra 277.882 ocorrências em 2016. O vírus zika teve um registro de 216.207 casos em 2016, com a quantidade de contaminações caindo para 17.594 em 2017.

Os números demonstram que o combate ao mosquito reduziu o número de casos, mas o trabalho em conjunto da população e dos agentes de saúde continua sendo fundamental.

Principais sintomas

Os sintomas da dengue incluem febre alta, dores nas articulações e nos músculos, dores de cabeça, perda de apetite, prostração e manchas vermelhas na pele. Caso o quadro evolua, os sintomas incluem vômitos persistentes, sangramentos no nariz, gengiva e boca, dificuldade respiratória e queda de pressão arterial, podendo, até mesmo, levar à morte.

A febre chikungunya começa a dar sinais a partir de um aumento repentino e grande na temperatura corporal, além de dores intensas nas articulações. Além disso, dores de cabeça e manchas vermelhas na pele podem surgir.

O Zika pode causar febre baixa, manchas vermelhas na pele, cansaço físico e mental, vermelhidão nos olhos, coceira no corpo e dores nas articulações e músculos. Porém, o vírus pode dar origem a outros problemas mais graves, como problemas de desenvolvimento em fetos de mães infectadas, Síndrome de Guillain-Barré e Lúpus.

O entomólogo Lucas Camargos explica que todos os sintomas só começam a aparecer cerca de 4 a 7 dias após a picada e deixa claro que consultar um médico é essencial: “Mesmo casos de dengue mais graves podem ser tratados com soro intravenoso. E como sempre, a automedicação pode ser perigosa”, diz.

Dicas de combate ao Aedes aegypti

Com a chegada da época de calor e umidade, período em que o mosquito se reproduz, é preciso intensificar o combate para os casos continuarem caindo. Para evitar a picada do mosquito, Camargos diz que o uso de repelentes corporais, inseticidas e mosquiteiros são estratégias que ajudam. Para combater a proliferação do Aedes aegypti, confira cinco dicas importantes:

  1. Elimine água parada. Tampe tonéis e caixas-d’água, realize a limpeza de calhas, preencha os pratinhos de vasos de plantas com areia e limpe os potes de água dos animais domésticos usando uma escova ou bucha e sabão;
  2. Adicione água sanitária em recipientes que podem se tornar possíveis focos de reprodução do mosquito;
  3. Caso encontre larvas do Aedes aegypti, jogue-as na terra ou no chão seco. Caso isso não seja possível, adicione algum produto de limpeza no recipiente. Vale tudo: sabão em pó, água sanitária, detergente ou cloro de piscina. Depois disso, cheque o local semanalmente;
  4. Conscientize familiares, amigos e vizinhos sobre os riscos da proliferação do Aedes aegypti e peça ajuda no combate.
  5. Para mais informações sobre sintomas, causas e combate, acesse saude.gov.br/combateaedes

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