Abragames responde declaração do presidente da Anatel sobre jogos online

Grupo fala sobre a ideia de que jogos online gastam banda larga

Guilherme Jacobs Publicado por Guilherme Jacobs
Abragames responde declaração do presidente da Anatel sobre jogos online

Você deve ter visto as declarações do presidente da Anatel, João Rezende (imagem), no qual ele usa jogos online para justificar a limitação da banda larga na internet brasileira. Agora, a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames) publicou uma resposta oficial ao que foi dito por Rezende.

“Em primeiro lugar, a limitação e corte prejudicarão diretamente todos os pequenos estúdios de desenvolvimento de games, maioria no Brasil e na Abragames. Uso de internet e transferência de grande volume de dados é parte corriqueira do trabalho com desenvolvimento de jogos,” eles disseram. “Limitar isso trará, na melhor das hipóteses, aumento nos custos fixos diretos das desenvolvedoras. E no pior dos casos, impossibilidade de desenvolver seus projetos com a infra-estrutura adequada – especialmente para competir no mercado global. A Abragames condena veementemente uma medida que prejudique o trabalho de suas associadas.”

“Em segundo lugar, não é o papel da Anatel julgar quem faz o quê com sua banda contratada. Segundo seu próprio site, ‘A missão da Anatel é promover o desenvolvimento das telecomunicações do País de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente infraestrutura de telecomunicações, capaz de oferecer à sociedade serviços adequados, diversificados e a preços justos, em todo o território nacional’. Não existe qualquer menção sobre mensurar e avaliar o que os cidadãos fazem com seus dados contratados. Fica claro que o posicionamento com relação a jogar é inadequado e fora da alçada da Agência reguladora. Entendemos que qualquer um pode fazer o uso que bem entender de seu acesso à internet, desde que dentro da lei,” adicionou a associação.

A Abragames também condenou a Anatel dizendo que as declarações tem conotação de preconceito, segregação e desinformação. O grupo concluiu dizendo que “discordamos e defenderemos com firmeza o direito de uso da internet no Brasil para jogar e desenvolver jogos – bem como para todos os outros fins para os quais a internet pode se destinar.”

Você pode ler a declaração completa na página do Facebook da Abragames.

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