A Guerra do Amanhã | Crítica

Estrelado por Chris Pratt, filme vai além do fim do mundo e apresenta drama familiar

Fernanda Talarico Publicado por Fernanda Talarico
A Guerra do Amanhã | Crítica

O fim do mundo é um assunto recorrente no entretenimento, com diversos filmes explorando o tema que já virou um sub-gênero entre os longas de ficção científica. Com tantas opções de títulos, é difícil se destacar apenas pela história, então os nomes dos atores servem de chamariz para a produção. Este é o caso de A Guerra do Amanhã, longa estrelado por Chris Pratt e J. K. Simmons que chega ao Amazon Prime Video no dia 2 de julho e chama a atenção com estes dois grandes nomes na produção.

Dirigido por Chris McKay, de Uma Aventura Lego (2014), o filme retrata a humanidade sendo dizimada por uma espécie alienígena em 2051. A única saída para os humanos é voltar trinta anos no tempo e recrutar mais pessoas para ajudarem na batalha. Um dos escolhidos é Dan Forester (Pratt), um biólogo infeliz com seu trabalho que se vê dividido entre ficar com a família ou se arriscar para salvar o mundo ao ser convocado.

Ao retratar a possível extinção da raça humana e o salto temporal entre o presente e o futuro como único meio de salvar a Terra, A Guerra do Amanhã lembra bastante o longa No Limite do Amanhã (2014), filme estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt. No entanto, o título protagonizado por Chris Pratt deixa a questão da sobrevivência mais como pano de fundo para a trama e tem como prioridade as questões familiares a serem abordadas, em uma espécie de Interestelar (2014), mas com menos drama.

Visualmente, o A Guerra do Amanhã segue a cartilha já conhecida do filmes do gênero: as imagens são bastante frias, sem cores vibrantes. Os temidos alienígenas também não inovam e, para aqueles acostumados com histórias de fim do mundo, não vão se chocar com os monstros, que mais se parecem uma versão anabolizada do Pokémon Mewtwo.

O título se sustenta em uma trama com mistérios e reviravoltas, além de um desenvolvimento rápido, com um ritmo que mantém o espectador preso à história. Somado a isso está o carisma do elenco, que eleva o filme a uma produção que vai além do esperado.

Assistir a Chris Pratt em filmes que envolvem temas fora da realidade já se tornou algo comum, como Guardiões da Galáxia, Jurassic World e Passageiros, e em todos eles o ator consegue misturar bem momentos de ação com humor. Não há nada de novo em sua atuação, mas ele entrega o necessário para fazer do biólogo um personagem com o qual o público simpatiza. Sua construção é feita de maneira rápida e conveniente – como o fato de ser um ex-militar, dando uma grande vantagem a ele –, mas funciona para a proposta de uma produção que combina ação e drama. Em meio à aventura, Dan conhece Charlie, vivido por Sam Richardson, personagem que acaba roubando a cena por seu humor e carisma.

Já J. K. Simmons passa a impressão que foi chamado apenas para ganhar a atenção do público, pois o seu tempo de tela não deve passar de 20 minutos. Ele vive o pai de Dan Forester, mas a relação entre os dois é bastante turbulenta, rendendo momentos interessantes de conflitos familiares.

A Guerra do Amanhã é um filme que consegue se destacar em meio a tantos outros que apenas reutilizam a fórmula sobre o fim do mundo. Ele mostra ser possível ter um longa divertido e com questões mais dramáticas mesmo quando o assunto é a extinção da humanidade.

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