Pedro Duarte

Pedro Duarte

Textos sobre internet, cultura pop e o que houver

Coluna

Os comentários e opiniões contidos neste textos são responsabilidade do autor.

Matrix Resurrections é a demolição da franquia feita pela própria Wachowski

Diretora subverte as regras da própria franquia em um longa que é quase um manifesto

Matrix Resurrections é a demolição da franquia feita pela própria Wachowski

Matrix Resurrections é a demolição do que a franquia se tornou, é uma crítica ao cinema, ao mercado e ao público.

Do jeito que trata o próprio filme e os “fãs”, Lana Wachowski faz uma autossabotagem consciente. Não resta um pilar do que conhecíamos por Matrix de pé.

Não explica as mudanças nas próprias regras, coloca um lenga-lenga sci-fi enfadonho, tudo parece fazer piada com a própria existência do longa.

Tem muito saudosismo, mas não é fan service. É sobre saudar uma outra época, teoricamente quando originalidade tinha mais espaço.

Gostei, não é bom, é genial, brega. É uma mistura absurda de intenções que provocam sensações diferentes. Incomoda um monte!

O espectador pode pensar: “que coisa tosca”, mas ele sente que caiu na armadilha Wachowski. E é pra você ver como você se tornou tosco também.

Ela queria que fosse assim. Que você soubesse o quanto de enlatado você consome, como o mercado despreza o público: você.

É quase um manifesto, um não-filme de ação, um romance épico clichê. Acima de tudo, é a negação e a destruição das regras da própria obra pra não haver o risco de ter um Matrix 5.

div-ad-vpaid-1
div-ad-sidebar-1
div-ad-sidebar-halfpage-1