Uma conversa com o K/DA

O grupo falou sobre o debut, preparações para o comeback e planos para o futuro

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko
Uma conversa com o K/DA

O grupo de k-pop K/DA não é como um grupo qualquer. Composto por quatro campeãs do jogo League of Legends, a sensação musical ultrapassou as barreiras e chamou a atenção do mundo todo, chegando até mesmo em quem não estava familiarizado com o game. Abaixo, você confere a nossa entrevista com as personagens que integram o grupo.


Com uma estreia que tomou o mundo de surpresa e que aterrissou com sucesso no topo das paradas musicais, o grupo K/DA conquistou seu espaço no mercado musical através de seu primeiro single, POP/STARS, lançado em 2018.

Após se apresentarem na abertura do Campeonato Mundial de League of Legends, o quarteto saiu dos holofotes. Em 2019, a rapper e integrante mais nova do grupo, Akali, se apresentou com seu outro projeto musical True Damage, mas foi só em agosto de 2020 que voltamos a ter notícias do K/DA — e elas foram ótimas.

O grupo anunciou seu retorno com o mini álbum ALL OUT, composto por seis faixas e cheio de participações especiais, como o grupo TWICE (saiba mais). Entre elas, o destaque fica para a faixa de trabalho, chamada More, feita em colaboração com a promissora Seraphine, que contribuiu com a produção e com vocais.

Embora estejam com a agenda cheia, tive a oportunidade de conversar com Ahri, Kai’Sa, Evelynn, Akali e Seraphine, antes do lançamento do EP que acontecerá em 6 de novembro. Na entrevista, elas falaram sobre o debut bem-sucedido, projetos pessoais, sobre ALL OUT e sobre o futuro.

Você confere o papo na íntegra abaixo:

Pri Ganiko: O K/DA teve uma estreia muito poderosa e atingiu o sucesso com o primeiro single! Como vocês lidaram com a fama repentina?

Ahri: Algumas de nós já estávamos na indústria há alguns anos, enquanto outras eram novatas. Independentemente disso, a reação a POP/STARS foi muito maior do que o que qualquer uma de nós havia visto antes — então primeiro quisemos nos reunir enquanto grupo para que nosso retorno tivesse um significado.

Vocês se sentem pressionadas, já que esse é o primeiro comeback de vocês?

Kai’Sa: A pressão é real, mas estamos confiantes no caminho que escolhemos para este EP. Passamos muito tempo nos preparando para isso. Se ela nos influenciou, foi uma inspiração para trabalhar mais.

Algum momento memorável que aconteceu durante as gravações?

Evelynn: Tivemos algumas… discussões acaloradas durante nossas sessões de gravação. Como viemos de backgrounds criativos tão diversos nós tendemos a discordar. Curiosamente, é aí que o nosso grupo realmente brilha. Nossos melhores conceitos emergiram destes momentos, através de colaboração e comprometimento.

Quem vocês acham que se encaixa melhor no conceito do álbum ALL OUT?

Kai’Sa: Eu tomei a frente do conceito criativo. O ALL OUT é sobre cada uma de nós, o que queremos individualmente e como um grupo. O K/DA me ajudou a crescer pessoalmente, e queria refletir essa evolução no nosso comeback. Mas acho que a Evelynn realmente dominou esse conceito com seus designs.

Evelynn: O conceito era dar tudo de si, então, obviamente, eu fiz isso. Cada roupa dessa jornada foi pensada para refletir a forma única como nos expressamos, ao mesmo tempo em que mantém o tema. Para o design final, usamos a iridescência como um prisma, expondo cada uma de nossas cores para a luz.

Tem algum artista com quem vocês sonham em colaborar? 

Seraphine: Bom, para mim, era o K/DA.

Akali: Awww! Estamos sempre procurando por novos colaboradores, como a Seraphine. Talvez nós tenhamos sorte e façamos uma colaboração entre gêneros musicais com uma banda como o Pentakill algum dia.

Você trabalha bastante, Akali, sendo parte do K/DA e do True Damage ao mesmo tempo. Como você equilibra isso?

Akali: Estou focando minhas energias no K/DA no momento, então tive que deixar os meus projetos secundários em “banho-maria”. Mas o True Damage também é importante para mim. Nós todos ainda mantemos o contato, fazemos um som no nosso tempo livre. Gosto de pular entre um projeto e outro enquanto estou tranquila, então assim que terminarmos o lançamento desse EP, pode apostar que estarei procurando por algo novo.

Seraphine! Você é uma cantora e produtora, e agora está trabalhando com um grupo grande desses. O que podemos esperar do seu futuro, você vai tentar seguir a carreira de idol, vai focar na produção…?

Seraphine: Honestamente, as coisas aconteceram tão rápido para chegar até aqui que é difícil imaginar o que vem a seguir! Para falar a verdade, eu devo tirar um tempo para mim mesma depois disso. Trabalhar com o K/DA tem sido maravilhoso, e eu aprendi tanta coisa, mas amaria ter a oportunidade de desenvolver meu próprio som como uma compositora e produtora.

Podemos esperar por algum projeto “solo” da Ahri, Evelynn ou Kai’Sa?

Ahri: Bom, cada uma das músicas do nosso EP foi um tipo de “projeto solo” em sua direção criativa. Realmente tiramos um tempo para deixar a personalidade de cada membro brilhar em cada música. Nós apresentamos o EP com The Baddest, com a Akali entregando aquelas linhas de rap em cima de uma faixa de hip-hop com a batida forte. Villain é toda da Evelynn: vocais hipnóticos que mostram seu lado obscuro. A minha foi I’ll Show You, uma canção melódica sobre autodeterminação. E Drum Go Dum é uma faixa divertida, de ritmo acelerado, que a Kai’Sa desenvolveu baseada em vários estilos de dança. Esperamos que os BLADES possam apreciar o trabalho e estilos de cada integrante individualmente através de cada música.

Como vocês decidiram o nome do fandom?

Nós chamamos nossos fãs de BLADES, fazendo referência ao icônico verso da Akali em POP/STARS (I’m a goddess with a blade).

Além do nome do fandom, um lightstick foi anunciado

O k-pop e o League of Legends são muito fortes no Brasil. Vocês querem deixar um recadinho para os seus fãs brasileiros?

Somos muito gratas por todo amor e apoio que recebemos dos nossos BLADES brasileiros. Obrigada todo mundo! Um beijo! [em português]